17 de agosto de 2011

Arrependimento




Cômodo arrependimento


"Considerai e vede se há dor igual à minha, que veio sobre mim, com que o Senhor me afligiu no dia do furor da Sua ira. (...) As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as Suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a Tua fidelidade." (Lamentações, 1.12-b; 3.22-23)
 

Não raro, esquecemos que Deus nos tem na palma da Sua mão; isso pode acontecer quando esquecemos - também - das Promessas feitas por Ele. 


Sabemos o quão falíveis nós somos, e, nesse caso, muito justificadores das nossas condutas. Vivemos errando, mas temos sempre um versículo de consolação na ponta da língua, para lembrar e até cobrar a imensa bondade do nosso Pai. 




O que fazer para não pensar em Deus como um Pai somente Misericordioso ou como um Pai Implacável? 
Para um cristão autêntico, a própria consciência do erro já é um alerta do Espírito Santo. Ele está enfaticamente alertando "Não faça assim!", mas, às vezes, parece inútil o alerta. 



Erro cometido, voltamos, "arrependidos", e pedimos perdão. 
"Todo caminho do homem é reto aos seus olhos, mas o Senhor sonda os corações" (Provérbios, 21:2) e sabe quem está e quem não está arrependido. 


Baseado nisto, é prudente que estejamos atentos quanto à inutilidade desse joguinho que tentamos fazer com Ele. 


Não há alívio! Não há versículo encorajador que "dê jeito"! "Eu não quero, mas peco" - é muito confortável gozar do acesso imediato ao Pai [Graça pura!], mas esse não nos é outorgado para servir de muleta para os nossos próprios erros, mas sob a condição de que produzamos fruto digno do arrependimento professado em Lucas 3:8

"Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento, e não comeceis a dizer em vós mesmos: Temos Abraão por pai; porque eu vos digo que até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão".

Todo aquele que se arrepende, passa, indiscutivelmente, a não errar mais naquele mesmo erro, ou seja, se roubava não rouba mais; se mentia não mente mais; ele produz fruto digno de arrependimento, o fruto que ele dará será de uma vida de arrependimento, começa a produzir fruto novo, e por eles é conhecido; "Pelos seus frutos os conhecereis." (Mateus, 7.16).


Por isso, precisamos também, inexoravelmente, temer o peso da mão de Deus, pois Ele não está jogando pingue-pongue conosco! 

"Ai, eu pequei! / Ah, Ele perdoa! / Ai, pequei de novo! / Ah, mas Ele é Misericordioso! / Não tem jeito... pequei outra vez! / Ah, mas não tem problema... a Sua misericórdia dura para sempre!". 


Se essa tem sido a nossa "teologia"... desastrosamente enganados estamos: não é a do nosso Deus!

Trata-se aqui dos filhos de Deus - resgatados da morte eterna a preço de sangue inocente (Jesus). 


Por que é que agimos dessa maneira? Porque acreditamos, comodamente, que até isso Deus perdoa. Não é fácil? É só arrepender-se de tudo (até do que não conseguimos nos arrepender) e colocar nas mãos de Deus que Ele resolve. Ele sempre resolve. O que seria desse povo se as misericórdias do Senhor não se renovassem a cada manhã? (Lamentações, 3.23).

Talvez nós estejamos entendendo Deus numa concepção muito humanista. Seria ótimo se, por um minuto, pudéssemos ter a exata noção da inenarrável grandiosidade d'Ele; talvez, então, parássemos de agir como se Deus estivesse de plantão, à nossa disposição. É um erro coletivo, mas vivenciamos mais claramente a prerrogativa de ser filho querido do que a incumbência de servo submisso, e, definitivamente, não é isso o que Ele quer.


"Eu sou aquele que sonda mentes e corações, e vos darei a cada um segundo as vossas obras. Eu repreendo e disciplino a quantos amo." (Apocalipse, 2.23-b; 3.19). 


E nunca devemos nos esquecer que assim que nascemos de novo, o pecado não mais pode reinar em nossa vidas. Em Romanos 6: 1-23:


"Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde?
De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?
Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte?
De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.
Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na da sua ressurreição;
Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado.
Porque aquele que está morto está justificado do pecado.
Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos;
Sabendo que, tendo sido Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte não mais tem domínio sobre ele.
Pois, quanto a ter morrido, de uma vez morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus.
Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor.
Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências;
Nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniqüidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça.
Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça.
Pois que? Pecaremos porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça? De modo nenhum.
Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça?
Mas graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues.
E, libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça.
Falo como homem, pela fraqueza da vossa carne; pois que, assim como apresentastes os vossos membros para servirem à imundícia, e à maldade para maldade, assim apresentai agora os vossos membros para servirem à justiça para santificação.
Porque, quando éreis servos do pecado, estáveis livres da justiça.
E que fruto tínheis então das coisas de que agora vos envergonhais? Porque o fim delas é a morte.
Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna.
Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor".
Que Deus possa nos ajudar a produzirmos frutos dignos de arrependimento.





0 comentários :

"Amada, o nosso bom testemunho de vida cristã começa dentro do nosso lar".
QUAL O PAPEL DO MARIDO E DA MULHER DENTRO DO LAR?
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